Suspeito de feminicídio em MT diz que atropelamento foi “fatalidade”, mas polícia aponta execução brutal

Por: Diamantino Alerta - Da Redação

O suspeito de assassinar a companheira Simone da Silva Matiuzi, de 33 anos, apresentou uma versão considerada controversa pela polícia ao tentar justificar a morte da vítima, ocorrida na zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, a cerca de 552 km de Cuiabá, na noite de quinta-feira (12).

Em depoimento à Polícia Civil de Mato Grosso, Paulo Cesar Santos Vilela afirmou que o atropelamento teria sido uma “fatalidade”, alegando que seu pé escorregou do pedal da embreagem enquanto o veículo estava engatado.

A versão, no entanto, é contestada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa. De acordo com o delegado Uendel Jesus, responsável pela investigação, há contradições entre o relato do suspeito e as provas reunidas no caso.

Segundo o delegado, o investigado relatou que a vítima teria pedido para parar o carro para fazer necessidades fisiológicas e que estaria abaixada em frente ao veículo quando o acidente teria ocorrido.

“Segundo o suspeito, a vítima pediu para parar em determinado local para fazer a necessidade dela e foi para a frente do veículo. Ela teria se abaixado na frente do carro e ele estava dirigindo de sandália, um chinelo de dedo, quando o pé teria escorregado da embreagem, com o câmbio engatado”, explicou o delegado em entrevista ao programa Cadeia Neles, exibido pela TV Vila Real.

Entretanto, as investigações apontam que a dinâmica do crime foi bem diferente. Conforme a Polícia Civil, após uma discussão considerada fútil por causa de uma música, Paulo Cesar teria atropelado a companheira de forma proposital.

Em seguida, ele ainda teria utilizado um macaco hidráulico de ferro para desferir golpes fatais na cabeça da vítima.

A versão do suspeito também foi confrontada pelo depoimento de uma amiga do casal, que relatou à polícia que o homem estava extremamente irritado e já havia demonstrado comportamento violento contra Simone antes de abandoná-la na estrada.

Paulo Cesar Santos Vilela, que também trabalha como motorista de aplicativo, foi preso em flagrante e autuado por feminicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.