Um adolescente de 14 anos foi assassinado a tiros dentro da própria residência, no bairro Jardim Padre Paulo, em Cáceres (220 km de Cuiabá), na tarde de sábado (17). Segundo a polícia, o crime foi cometido por integrantes de uma facção criminosa, que pretendiam executar o irmão da vítima, mas acabaram atingindo o menor por engano.
Conforme as informações apuradas, os criminosos invadiram o imóvel pela porta da frente e efetuaram diversos disparos contra o adolescente, que estava deitado no sofá da sala. O verdadeiro alvo seria o irmão da vítima, de 19 anos, apontado como envolvido com grupos rivais.
Durante a fuga, um dos suspeitos, um adolescente de 17 anos, foi interceptado e agredido por populares. A Polícia Militar interveio para evitar o linchamento e encaminhou o jovem, sob custódia, ao Hospital Regional de Cáceres, onde recebeu atendimento médico.
Ainda no sábado, a Rotam apreendeu uma adolescente de 17 anos, ex-namorada do irmão da vítima, apontada como mentora intelectual do ataque. Em depoimento, ela confessou envolvimento e afirmou que repassou informações estratégicas ao grupo criminoso para cessar ameaças de morte que vinha sofrendo da facção. A jovem também relatou que era coagida a prestar apoio logístico à organização criminosa, como a locação de imóveis e veículos.
As forças de segurança iniciaram buscas para localizar um terceiro envolvido, que fugiu do local em uma motocicleta.
Suspeito morre em confronto com a PM durante buscas pelos envolvidos
Na tarde deste domingo (18), um adolescente de 16 anos, cuja identidade não foi divulgada, morreu após entrar em confronto com a Polícia Militar em Cáceres. Ele era alvo de buscas por envolvimento no assassinato do adolescente de 14 anos.
De acordo com a PM, o menor integrava uma facção criminosa e foi localizado durante as diligências. No momento da abordagem, ele teria reagido e atirado contra os policiais, que revidaram. O adolescente foi baleado e morreu antes de receber atendimento médico.
Com o grupo envolvido no crime, a polícia apreendeu duas armas de fogo, munições e um celular iPhone 15. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer todos os detalhes e identificar outros possíveis envolvidos.


